Duas moças nuas: a história de um quadro e os olhos da sobrevivência
Em Duas moças nuas, a HQ publicada pela Editora Conrad em novembro de 2025, o renomado artista francês Luz nos convida a testemunhar essa vertiginosa experiência. Com tradução de Flávia Yacubian e letras de Lilian Mitsunaga, a obra revisita o século XX por meio dos olhos de uma pintura censurada, funcionando como uma contundente crítica ao fascismo e à censura às artes.
A trama tem início em meados de 1919, numa floresta nos arredores de Berlim, quando o artista Otto Mueller pinta Duas Moças Nuas. A partir daí, acompanhamos a jornada do quadro: do ateliê de Mueller para a parede de um advogado judeu e, posteriormente, para a infame exposição de “arte degenerada” promovida pelo regime nazista. Nesse percurso, o leitor imerge em uma crise crescente que abrange a Grande Depressão de 1929, a ascensão de Hitler ao poder e a implacável perseguição aos judeus. Como testemunha silenciosa de um mundo que a atropela, a pintura revela-se uma verdadeira sobrevivente.
A genialidade da obra foi coroada internacionalmente ao vencer o Fauve d’or 2025 do Festival de Quadrinhos de Angoulême, o prêmio máximo deste que é um dos eventos de quadrinhos mais importantes do mundo. Sobre a essência de sua criação e a sensibilidade do projeto, o próprio autor reflete:
“Uma pintura é a soma das emoções que a criaram e nutriram ao longo dos anos. Esta pintura é uma sobrevivente. E eu também sou. Todos somos uma espécie de pintura, mas permanecemos uma página em branco escurecida pelos perigos da vi
da.” — Lu z
Vale a pena ler Duas moças nuas, publicado pela Editora Conrad, porque a obra oferece uma perspectiva completamente original e sensível sobre os traumas do século XX, utilizando a arte como fio condutor da memória e da resistência.
Duas moças nuas é uma leitura imperdível para quem aprecia quadrinhos de alto nível literário e visual, consagrados internacionalmente, que nos lembra, com coragem e poesia, sobre os perigos da censura, do fascismo e da intolerância, celebrando ao mesmo tempo a capacidade de sobrevivência da beleza e da humanidade.
Luz é um autor de quadrinhos cuja carreira se originou na imprensa, tendo como uma de suas principais contribuições a passagem pela revista satírica Charlie Hebdo. Após diversos títulos publicados na Futuropolis (Catharsis, 2015; Ô vous, frères humains, 2016; Alive, 2017; Indélébiles, 2018; Hollywood menteur, 2019), ele recebeu o Prêmi
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Um século de história visto através de uma pintura. Tudo começa em 1919, numa floresta nos arredores de Berlim.
Otto Mueller pinta Duas Moças Nuas. Do ateliê de Mueller para a parede de um advogado judeu e depois para a exposição de “arte degenerada” promovida pelo regime nazista, o leitor acompanha uma crise crescente: a Grande Depressão de 1929, a ascensão de Hitler ao poder e a perseguição aos judeus.
Em Duas Moças Nuas – a história de um quadro, Luz nos proporciona a vertiginosa experiência de testemunhar o curso da história por meio dos olhos de uma pintura censurada. Testemunha silenciosa de um mundo que a atropela, Duas Moças Nuas é uma sobrevivente.
Obra vencedora do Fauve d’or 2025 do Festival de Quadrinhos de Angoulême. “Uma pintura é a soma das emoções que a criaram e nutriram ao longo dos anos. Esta pintura é uma sobrevivente. E eu também sou. Todos somos uma espécie de pintura, mas permanecemos uma página em branco escurecida pelos perigos da vida.” Luz “
Assista ao Papo Conrad aonde os editores falas das novas HQs pré-vendas imperdíveis e lançamentos para todos os gostos. Dentre eles, o quadrinho Duas moças nuas.
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DANIEL MORAES, é jornalista por formação e bookaholic por vocação. Ttransformou seu amor pela literatura no projeto Irmãos Livreiros, uma vitrine para o mercado editorial brasileiro. Além de atuar nos bastidores do setor com foco em branding e eventos do mercado de livros.












