Cadê o rio que estava aqui? Quantos rios cabem escondidos sob o asfalto que pisamos diariamente?

Em “Cadê o rio que estava aqui?”, publicado pela Editora Peirópolis, o escritor Leo Cunha e o artista Paulo Rea nos convidam a um exercício de percepção e memória. O ponto de partida é o espanto diante da canalização do rio Ipiranga, um choque de realidade que faz o autor questionar onde foram parar as margens que um dia testemunharam a nossa própria história.

Enquanto Rea mapeia, há anos, os cursos d’água soterrados pelo crescimento desenfreado das metrópoles, Leo Cunha utiliza a força dos versos para dar voz a esse “colecionador de rios enterrados”. A obra é um convite a reconhecer o que foi perdido para que, quem sabe, possamos começar a recuperar o que é vital:

“Um dia, o mapa que existe apenas em minha mão já foi uma coleção de rios vivos, que triste!
Ele, então, pega o caderno e desenha, com carinho, o trajeto e o caminho de cada rio eterno.”

Cadê o rio que estava aqui?

O que torna esta edição da Peirópolis um objeto artístico notável é a junção entre a literatura e a marchetaria. Paulo Rea utiliza essa técnica artesanal de embutir finas lâminas de materiais como madeira, metal ou pedras, sobre uma base de madeira para criar colagens que revelam o que está oculto.

O resultado é um livro de beleza singular, onde cada página funciona como uma escavação visual, trazendo à tona a textura e a alma dos rios que o concreto tentou apagar.

Cadê o rio que estava aqui?

A obra se propõe a ser uma semente de transformação, como sugere Renata Falzoni no posfácio da obra: encontrar os rios é o primeiro passo para recuperá-los. O livro nos deixa uma mensagem de esperança, reforçando que a memória é o fluxo que nos leva adiante:

“Os rios, que eram memória, jorram além, pro futuro. Em um coração tão puro, inspiram outra história.”

Vale a pena ler Cadê o rio que estava aqui?, publicado pela Editora Peirópolis, porque nos ensina a olhar para o chão com outros olhos. É um livro que não apenas nos educa sobre os nossos rios soterrados, mas que também nos inspira a reconstruir a nossa história com o meio ambiente.

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Cadê o rio que estava aqui?

Quantos rios cabem escondidos numa cidade?

Sob ruas e avenidas, correm veias silenciosas. Ao descobrir que o rio Ipiranga havia sido canalizado, Leo Cunha se espantou: onde estão as margens que testemunham nossa história? Há tempos, Paulo Rea mapeia esses cursos d’água soterrados, registrando-os para que não sejam esquecidos.

Diante do tema sensível e da urgência ambiental, os autores uniram literatura e marchetaria, técnica que revela o oculto da madeira, para narrar em versos e ilustrações a busca de um colecionador de rios enterrados em diferentes cidades brasileiras. Encontrá-los pode ser o primeiro passo para recuperá-los, como sugere Renata Falzoni no posfácio.

Assisti este documentário e me concetcei com a obra que leva o mesmo nome: Cadê o rio que estava aqui?

A oficina introduz os participantes no universo da realização de documentários, proporcionando o início da construção de um repertório teórico/prático a cada estudante. São abordadas questões técnicas e estruturais que compõem a narrativa documental, visando a percepção de algumas das inúmeras possibilidades para o desenvolvimento de um projeto. Ao final de cada oficina é produzido um documentário e as aulas são ministradas pelo cineasta Marlom Meirelles.

Esta ação é realizada pela Eixo Audiovisual, através do incentivo do Funcultura, pela Secult do Governo de Pernambuco.
Assista no canal Oficinas Documentando, no YouTube:

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Daniel Moraes

Daniel Moraes

Fundador do Portal Irmãos Livreiros

Escritor, editor, jornalista, comunicólogo e bookaholic assumido, criou do portal Irmãos Livreiros onde mantém atualizado com as novidades do mercado editorial.

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