Caloca e o clube dos meninos”, escrito por Aline de Moraes, publicado pelo Sabor de Leitura, selo infantil da Editora InMediaRes, é um livro que trata da inclusão, atrelados á fatos históricos de grande importância para os pequenos.

Numa casa onde mãe também faz papel de pai, menino brinca com menino e menina com coisas de garotas. E nessas brincadeiras, Caloca, criou o Clube dos Meninos. Mas menina não participa. Somente eles.

Sua irmã, Zuzu, quis participar, mas Caloca não permitiu e sozinha, longe do irmão e dos garotos que ali estavam, ficou de escanteio.

Sua mãe, notou a indiferença de Eduardo e, tão logo tratou de mudar a rotina de Carlos Eduardo, o Caloca, para ele entender, que nem só de um gênero se faz um clube. Mas sim de meninos e meninas. Principalmente sua irmã.

A partir daí, todos os afazeres, ele não tinha participação, pois, sua mãe sempre o alertava que tal objeto fora feito por uma grande mulher da história mundial e, ele como homem, não poderia utilizar ou parte, pois, era coisa de menina, tal como quando foi jogar o lixo na lixeira de pedal:

“Não pode, menino! A lixeira de pedal foi inventada por uma mulher, Lilian Gilbreth, e você não pode usar uma coisa dessa.”

Após vários itens que gostaria de utilizar, tais como o correto, invenção de Beth Nesmith ou o programa de computador, criado por Ada Lovelace, Caloca entendeu que não adiantava ser exclusivo e ter apenas meninos em seu grupo. Mas sim permitir que meninas também participassem dos encontros.

Afinal, nem sempre, meninos usam azul e meninas, rosa. O mundo é plural e pode ser usado e feito de forma democrática da melhor forma que ele ou ela achar melhor.

Caloca e o clube dos meninos”, é um livro de inclusão e de grande importância para os meninos e, porque não aos pais? Eles ensinarão aos pequenos a importância de ensinar e respeitar as diferenças, ainda desde pequenos.

Caloca e o clube dos meninos”, está disponível na Amazon e nas principais livrarias e e-commerces do país.

Caloca e o clube dos meninos

Como não se apaixonar de cara por Caloca – o “menino que vive o agorinha pensando no depois”? Ele é a nossa criança que já existiu um dia e que permanece viva dentro da gente. Como não entender esse menino que, às vezes, apenas repete o que ouve por aí? Que bom que há adultos como Dona Carola, com escuta atenta, desejosa de realmente educar e não apenas punir. Mulher disposta a transformar o mundo – o do seus filhos e o de quem mais se dispor a colaborar.

Da mesma forma, quando estamos meio cabeça-dura, que alegria saber que do rochedo da cabecinha de Caloca, algumas pedrinhas começam a rolar. Às crianças que tiverem esse livro em mãos, que sua leitura promova boas emoções e uma vontade grande de brincar juntos – meninas e meninos – e sonhar uma sociedade com mais respeito e dignidade, independentemente do gênero. Aos adultos que puserem os olhos nesta obra: desbravem-na e descubram os aprendizados que só a boa literatura pode proporcionar.

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Daniel Moraes

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Fundador do Portal Irmãos Livreiros

Escritor, editor, jornalista, comunicólogo e bookaholic assumido, criou do portal Irmãos Livreiros onde mantém atualizado com as novidades do mercado editorial.

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